Os jovens não procuram o emprego perfeito, mas sim oportunidades reais que as empresas devem ter em conta (inquérito da Orienta)

7 de abril de 2026 | Orienta

O mercado de trabalho está a passar por uma profunda transformação, impulsionada por uma geração — a dos 25 aos 35 anos — que já não procura o «emprego perfeito», mas sim oportunidades reais, ambientes estimulantes e empresas capazes de falar a sua língua. Um inquérito realizado pela Orienta junto de 1 500 jovens confirma isso e envia uma mensagem clara às empresas: os talentos existem, mas é preciso saber captá-los com novas ferramentas e uma nova sensibilidade.

Do mito do «emprego de sonho» a uma abordagem mais concreta

Oitenta e cinco por cento dos inquiridos aceitaram, pelo menos uma vez, um emprego que não correspondia perfeitamente às suas aspirações, simplesmente para adquirir experiência. Apenas 15 % optaram por recusar. Estes dados revelam uma mentalidade pragmática e uma abordagem cada vez mais experimental em relação ao trabalho: entra-se, aprende-se, adapta-se-se, evolui-se.

De facto, 83 % afirmam ter revisto os seus objetivos profissionais ao longo do tempo. Acabaram-se as carreiras lineares; agora, o percurso é marcado por ajustes, novos interesses e uma busca constante de sentido.

O que realmente importa na escolha de um emprego

Num contexto em que as prioridades evoluíram, o salário já não é o único fator decisivo. O principal critério na escolha de um novo emprego é o ambiente de trabalho (32 %), seguido da flexibilidade e da remuneração (25 % cada). A estabilidade, outrora vista como uma garantia, cai para 18 %.

E quanto ao bem-estar? Para os jovens profissionais, este provém, acima de tudo, das pessoas: 36 % referem a equipa como principal fonte de satisfação profissional, enquanto 30 % privilegiam as oportunidades de crescimento. A mentalidade passou de «Quanto vou ganhar?» para «Com quem vou trabalhar?» e «Em quem me posso tornar?»

Formação: indispensável, mas ainda de difícil acesso

A avaliação do sistema educativo é severa: 88 % consideram que a universidade não prepara suficientemente os estudantes para a entrada no mercado de trabalho. A formação contínua é considerada essencial, mas difícil de frequentar: o custo elevado constitui o principal obstáculo (54 %), seguido pela falta de tempo (35 %). Apenas 9 % criticam o tipo de formação disponível, o que sugere que o problema não é «o que aprender», mas «como aceder a ela».

Uma geração em busca de sentido, não apenas de um contrato

Como salienta Giuseppe Biazzo, CEO da Orienta, estes resultados retratam uma geração «consciente, flexível, menos ligada aos modelos de carreira tradicionais e muito mais atenta à qualidade do ambiente de trabalho». Uma geração que procura oportunidades reais, relações significativas, potencial de crescimento e ferramentas concretas para navegar num mercado de trabalho cada vez mais complexo.

O desafio atual é precisamente este: estabelecer uma ponte entre competências e oportunidades através de percursos de orientação, formações específicas e serviços de interligação capazes de valorizar o potencial de cada indivíduo.

Isso significa que o mercado de trabalho atual exige uma nova abordagem:

  • Uma marca de empregador mais autêntica
  • Gestores formados para orientar as novas gerações
  • Processos de recrutamento claros, rápidos e centrados nas pessoas
  • Oportunidades reais de crescimento
  • Uma cultura de trabalho baseada na confiança

O talento existe, basta saber identificá-lo de outra forma. Num mercado tão dinâmico, não basta procurar candidatos: as empresas têm de saber falar a sua língua e oferecer aquilo que eles realmente procuram.

A Eurotemps, a rede europeia de agências de emprego da qual a Orienta faz parte, pode ser o parceiro ideal para acompanhar a sua empresa neste processo: encontrar as pessoas certas e construir relações duradouras e concretas, baseadas em valores partilhados.

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